Acabou de entrar numa área reservada a pessoas curiosas e inconformadas. Temos o dever de informar que experiências recentes indiciam que o uso do cinema na sala de aula prejudica gravemente o tédio.

Somos a sala de cinema. Se podíamos viver sem o cinema na escola? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A última cena


A sala de cinema encerra as suas portas, ao fim de 5 anos intensos e gratificantes. Foram dezenas e dezenas os filmes que passámos: nas salas de aula e fora delas, para explorar conteúdos ou como cultura geral, escolhidos por nós, pelos alunos, pelos professores ou pelos convidados que depois os comentaram.

Os filhos trouxeram os pais ao cinema para ver o Billy Elliot, levámos os alunos a sessões fora da escola, celebrámos dezenas de efemérides através do cinema. Sugerimos montes de filmes a colegas e alunos, adquirimos muitos deles para a videoteca da escola, fizemos e partilhámos guiões para explorar na sala de aula.  Organizámos tertúlias e fomos beber um copo com os professores. Envolvemo-nos com inúmeros projectos da escola, da cidade e da região. “Cravámos” a Junta de freguesia, a Câmara Municipal e a DREAlg e foi possível a Escola acordar um dia e ouvir-nos dizer: “Queridas, mudámos a sala!”.

Criámos um blogue que teve quase 7000 visitas. Demos a conhecer aos alunos filmes alternativos, músicos e compositores obrigatórios, artistas inesquecíveis, novos poetas, escritores injustamente esquecidos. Recomendámos filmes, livros, músicas e lugares. Demos voz a alunos, professores, funcionários, pais e antigos alunos e ficámos a saber a que filmes, actores ou cenas atribuiriam os Óscares.

Temos a certeza de que valeu a pena. A tradição da nossa escola é rica em clubes e projectos indispensáveis para a formação cultural dos alunos. É para nós motivo de orgulho que a sala de cinema tenha feito parte desse valioso património. Agora é tempo de apagar os projectores e fechar a sala.

Obrigado a todas e a todos. Aqui fica a última sugestão: uma das cenas de despedida no cinema de que mais gostamos.

1 abraço

Carlos Café


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dia da Europa: filme "A Residência Espanhola", Erasmus e Barcelona



Hoje é o Dia da Europa. A sala de cinema sugere aos estudantes da Teixeira Gomes este divertido filme de Cédric Klapisch, com Roman Duris e Audrey Tautou, entre outros. Uma boa sugestão para quem está a pensar fazer Erasmus. Ou para quem adora Barcelona...



quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher: "Florbela", de Vicente Alves do Ó, um filme sobre a vida de Florbela Espanca.


Hoje, Dia Internacional da Mulher, estreia o filme "Florbela", de Vicente Alves do Ó. Um tributo à poetisa Florbela Espanca e uma homenagem às mulheres. Com Dalila Carmo, Albano Jerónimo e Ivo Canelas. Veja mais sobre o filme aqui.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cine tertúlia dedicada à Mulher: "Mulheres a beira de uma ataque de nervos", de Pedro Almodóvar


Na próxima sexta feira, dia 9 de março, realizar-se-á mais uma cine tertúlia destinada às professoras e aos professores da Teixeira Gomes. O filme a exibir será "Mulheres à beira de um ataque de nervos", de Pedro Almodóvar, uma excelente escolha das responsáveis do projeto FEMINA da nossa escola. Integrada nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, a cine tertúlia completar-se-á com uma agenda lúdica e social pela noite dentro. Como de costume, o filme será exibido no auditório do bloco B, pelas 21:30.
Como aperitivo, servimos esta cena do filme:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recordar John Steinbeck

John Steinbeck

John Steinbeck nasceu a 27 de fevereiro de 1902 em Salinas, na Califórnia. Foi um dos grandes escritores americanos do século XX. Associado à designada Lost Generation, a par de Ernst Hemingway, William Faulkner, Scott Fitzgerald ou John Dos Passos, a sua obra é fortemente marcada pelo realismo com que aborda a difícil realidade económica e social de milhões de americanos. O meio rural californiano é um dos seus cenários preferidos para expor as injustiças e misérias da sociedade americana da época, mas, também, a coragem dos homens e a esperança numa sociedade mais solidária e justa. Foram realizados 17 filmes a partir de obras suas, de que se destacam As Vinhas da Ira, Ratos e Homens e A Leste do Paraíso.
Foi nomeado para o então designado "óscar para a melhor história" relativo ao filme "Um Barco e Nove Destinos" (Lifeboat, 1944, de Alfred Hitchcock). 
John Steinbeck recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Pode consultar mais informações sobre a sua vida e obra aqui.
Para finalizar, deixamos um excerto do filme "A Leste do Paraíso" (East of Eden, 1955, de Elia Kazan), interpretado por James Dean.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Do amor: cenas do filme "Cinema Paraíso"



No Dia dos Namorados, uma cena célebre do filme "Cinema Paraíso" (Nuovo Cinema Paradiso, Itália, 1988), de Giuseppe Tornatore.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Os nossos óscares: João Pedro Café sugere "Através da Noite", de Woody Allen


FILME

“Através da Noite”(Sweet and Lowdown, EUA, 1999)

REALIZADOR

Woody Allen

INTÉRPRETES

Sean Penn, Anthony LaPaglia, Uma Thurman, Woody Allen, Ben Duncan, Daniel Okrent, Dan Moran, Tony Darrow
SINOPSE
Este filme de Woody Allen é uma biografia fantasiosa, misto de comédia e drama, de um lendário guitarrista de jazz, Emmet Ray, cuja existência se cruza com amantes, gangsters, músicos e o próprio sucesso, na cena do Jazz dos anos 30.
Sean Penn interpreta o fictício génio musical que durante a era do swing estava na mó de cima, mas cuja vida privada andava sempre por baixo. Emmet ficou sempre na sombra do seu muito singular herói, o profundamente apaixonado Django Reinhardt.
O filme de Woody Allen percorre os clubes noturnos, os becos mais soturnos e os ramais do caminho de ferro da época de ouro do swing e do jazz, à medida que o destino de Emmet Ray o leva de New Jersey a Chicago, a Detroit e até aos holofotes de um estúdio de cinema de Hollywood. Eis uma cena do filme:


Django Reinhardt foi um grande compositor e intérprete de jazz. De etnia cigana, sobreviveu a um dramático incêndio que, apesar de ter ficado com dois dedos parcialmente paralisados, não o impediu de criar um novo estilo de jazz, designado habitualmente por gipsy jazz ou jazz manouche. É muito justamente considerado um dos maiores guitarristas de jazz de todos os tempos.

Pode consultar mais informações sobre a vida e obra de Django aqui. E pode vê-lo numa interpretação célebre aqui.

João Pedro Café foi aluno da nossa escola e é licenciado em Engenharia Aero Espacial pelo Instituto Superior Técnico, de Lisboa, estando a concluir a tese de mestrado na área de controlo de voo. 
A sala de cinema agradece a sua contribuição para o blogue.